sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A rotina da desfaçatez

A rotina de desfaçatez e indignidade parece não ter limites, levando os já conformados cidadãos brasileiros a uma apatia cada vez mais surpreendente, como se tudo fosse muito natural e devesse ser assim mesmo; como se todos os homens públicos, nas mais diferentes épocas, fossem e tivessem sido igualmente desonestos, numa mistura indistinta de escárnio e afronta, e o erro passado justificasse os erros presentes.

Marco Aurélio Mello, discurso de posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em maio de 2006

Íntegra do discurso

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