“Todo mundo sabe o que motivou o presidente da CBF nessa sua sanha vingativa”
Blog do Birner
Entrevistei José Francisco Manssur, advogado do São Paulo e integrante do comitê das reformas do Morumbi.
Para me conceder a entrevista, ele solicitou que eu não editasse nada.
E disse que preferia receber as perguntas por email (provavelmente para manter cada palavra sobra as explicações e posições dele)
Por isso bloguei tudo na íntegra, sem cortes.
Meus questionamentos estão em negrito.
Passado algum tempo da derrota na briga para ser o palco paulista da Copa, como você avalia todo o processo de exclusão do Morumbi da competição?
- Minha avaliação não é diferente daquilo que tenho certeza que é a avaliação da grande maioria da opinião pública isenta que acompanhou os fatos: o Estádio do Morumbi foi preterido sem nenhuma razão técnica, por uma decisão motivada exclusivamente pela vontade do Presidente da CBF que, àquela época, comandava o processo da organização da Copa do Mundo no Brasil, aproveitando-se do fato de os governos envolvidos aceitarem passivamente que o dirigente de uma entidade privada pudesse decidir, no lugar dos governantes eleitos pelo povo, questões de Estado que envolvem investimentos de bilhões de reais em dinheiro público.
Eu li, como milhares de pessoas devem ter lido, uma reportagem publicada no Jornal “O Estado de São Paulo” do dia 21 de outubro, no qual os jornalistas relatam como esse cidadão comunicou a eles, para que saísse no jornal do dia seguinte, sua decisão de excluir o Estádio do Morumbi da Copa, no dia em que se viu frustrado e raivoso pelo resultado da eleição do Clube dos 13.
Segundo a reportagem, que até onde eu sei não foi desmentida, o sujeito fala algo como “você vai ver agora como é esse jogo” e em seguida afirma que as razões pela exclusão do Estádio do Morumbi seria o uso de arquibancadas móveis, o que não seria permitido para o estádio da abertura da Copa e para evitar o aporte de dinheiro público num estádio privado.
Pois o estádio escolhido terá arquibancadas móveis pagas pelo Governo do Estado.
Para me conceder a entrevista, ele solicitou que eu não editasse nada.
E disse que preferia receber as perguntas por email (provavelmente para manter cada palavra sobra as explicações e posições dele)
Por isso bloguei tudo na íntegra, sem cortes.
Meus questionamentos estão em negrito.
Segundo a reportagem, que até onde eu sei não foi desmentida, o sujeito fala algo como “você vai ver agora como é esse jogo” e em seguida afirma que as razões pela exclusão do Estádio do Morumbi seria o uso de arquibancadas móveis, o que não seria permitido para o estádio da abertura da Copa e para evitar o aporte de dinheiro público num estádio privado.
Porque ninguém fica surpreso ao descobrir o que já sabe. Todo mundo sabe o que motivou o Presidente da CBF nessa sua sanha vingativa e motivada pelos seus interesses pessoais. As pessoas se conformaram e perderam a expectativa de uma condução séria e responsável na organização da Copa do Mundo no Brasil.
E o processo pelo qual passou o Estádio do Morumbi tem muito a ver com a formação dessa consciência da opinião pública sobre como, por quem e sob quais diretrizes está sendo organizada a Copa do Mundo no Brasil. Porque o Estádio do Morumbi foi protagonista dessa triste história, vítima que foi dessa trama sórdida que também incluía fazer divulgar na imprensa notícias negativas sobre o Estádio quase toda a semana.
Ele e seus subordinados, profissionais ou aqueles que se comportam assim por medo ou interesses diversos, fizeram de tudo para convencer a opinião pública de que o Estádio do Morumbi não teria condições técnicas para receber a Copa e o que conseguiram foi convencer a opinião pública de que, ELES SIM, é que não têm a menor condição, sob todos os aspectos, para estarem à frente da organização de um evento da importância e com os custos de uma Copa do Mundo no Brasil.
Não dá para afastar daquilo que aconteceu com o Estádio do Morumbi, já que esse foi o grande assunto naqueles anos, a constatação de que, em 2007, quando a Copa foi anunciada para o Brasil, o Presidente da CBF era uma figura poderosa, bajulada por governantes e políticos em geral que faziam questão de recebê-lo nas sedes administrativas dos governos e que hoje, passados 4 anos, a Presidenta da República evita recebê-lo ou aparecer ao seu lado nos eventos e parece que a autarquia pública que mais se esforça para contar com a sua presença em seus escritórios é a Polícia Federal.
Então, passado esse tempo todo, se o que aconteceu com o Estádio do Morumbi serviu para pelo menos ajudar ou reforçar a formação do conceito da opinião pública sobre a organização da Copa do Mundo no Brasil e seus responsáveis, isso que Você chama de derrota por ter trazido consigo algumas importantes vitórias muito mais relevantes para o esporte e para o País como um todo e o SPFC não se coloca alheio a isso.
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